Com o tema Rede de Atenção Psicossocial e o Desafio da Intersetorialidade , o reitor da Universidade Estadual do Ceará (UECE), Jackson Sampaio, pesquisador que é referência neste campo, abriu o I Seminário Estadual sobre Saúde Mental ministrando conferência magna. O evento foi realizado no Auditório da sede da Faculdade 7 de Setembro, na última sexta-feira, 17 de junho, das 8h30 às 17h30.

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O evento foi promovido pela Secretaria da Saúde do Estado (SESA), por meio do Núcleo de Atenção à Saúde Mental (Nusam), da Coordenadoria de Políticas e Atenção à Saúde. Durante todo o encontro foram organizados grupos de trabalho com eixos temáticos, no qual foram desenvolvidas propostas, a serem validadas em plenária, no encerramento do seminário, culminando com a elaboração de uma minuta de texto que consolide princípios, diretrizes, prioridades e metas de uma Política de Atenção à Saúde Mental do Estado do Ceará.
A criação da Rede de Atenção Psicossocial-RAPS preconiza o atendimento a pessoas com sofrimento ou transtorno mental e com necessidades decorrentes do uso de crack, álcool e outras drogas. No Ceará, há 131 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS I, II e III, CAPS AD e CAPS i). O CAPS constitui serviço de saúde aberto, com base territorial e comunitária, do Sistema Único de Saúde (SUS), referência e tratamento para pessoas que sofrem com transtornos mentais, psicoses, neuroses graves e demais quadros, cuja severidade e/ou persistência justifiquem sua permanência num dispositivo de cuidado personalizado e promotor de vida.
São diretrizes da RAPS: o respeito aos direitos humanos, garantindo a autonomia, a liberdade e o exercício da cidadania; a promoção da equidade, reconhecendo os determinantes sociais da saúde; a garantia do acesso e da qualidade dos serviços, ofertando cuidado integral e assistência multiprofissional, sob a lógica interdisciplinar; a ênfase em serviços de base territorial e comunitária, diversificando as estratégias de cuidado, com participação e controle social dos usuários e de seus familiares.
A lógica de organização em RAPS visa estabelecer ações intersetoriais para garantir a integralidade do cuidado e o desenvolvimento do apoio às necessidades das pessoas com transtornos mentais, incluídos os decorrentes do uso de substâncias psicoativas.
Fonte: Assessoria de comunicação / UECE